Verde-gaio

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Verde-gaio – Dança popular portuguesa disseminada por quase todo o país, em compasso binário, musicalmente tributária dos ritmos bailados centro-europeus que Portugal recebeu em abundância ao longo do séc. XIX. Provavelmente descendente da polca – vide.

José Alberto Sardinha, na sua pesquisa estremenha (desde Leiria a Palmela), gravou até 1999 vinte e nove exemplares de verde-gaio, nos concelhos de Sintra, Mafra, Torres Vedras, Caldas da Rainha, Lourinhã, Leiria, Loures, Cadaval, Óbidos e Alcobaça. Registou a coreografia mais corrente que lhe foi testemunhada na tradição oral: duas rodas, uma interior, a das moças, e outra exterior, a dos rapazes, ficando os pares frente a frente “desagarrados”. De início, as rodas giram lentamente, com os pés “a rastejar”. Depois, os pares agarram-se e os rapazes conduzem as raparigas, estas “às arrecuas”, em direcção ao centro, onde batem os pés (“é batido”). Regressam de imediato às posições iniciais, agora recuando os rapazes, e recomeça a roda. Na sua pesquisa fundanense, José Alberto Sardinha registou um verde-gaio cantado (Aldeia de Joanes).

Mais: Tradições Musicais da Estremadura, de José Alberto Sardinha, p. 362-363. Discografia: Faixa 31 (Reguengo Grande, Lourinhã) do CD 3 que acompanha este livro; Portugal – Raízes Musicais, de José Alberto Sardinha, BMG/Jornal de Notícias 1997, CD 2, Faixa 17 (Mirandela), CD 3, Faixa 6 (Arganil), CD 5, Faixa 14 (Lourinhã); Recolhas de Armando Leça, inéditas, arquivo RDP, bobine AF-523 (Póvoa de Lanhoso), AF-529 (Ovar), AF-531 (Bom Sucesso, Aveiro), AF-532 (Condeixa), AF-533 (Minde, Alcanena), AF-534 (Milagres, Leiria), AF-540 (Azinhaga, Golegã).

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