Tamboril

Virgílio Cristal, de Constantim, Miranda do Douro, 1992

Tamboril – Tambor semelhante à caixa de rufo, mas com altura superior e com bordões sobre as peles de ambas as faces do instrumento, tocado apenas com uma baqueta na mão direita do intérprete, enquanto a mão esquerda toca uma flauta ou pífaro de bisel, com características especiais, pois apenas possui dois orifícios mais um jogado na traseira do tubo pelo polegar, que dá a escala através dos harmónicos produzidos pelo sopro do tocador. Esta especial característica permite que o tocador toque simultaneamente o pífaro com uma mão e o tamboril com a outra, razão por que é conhecida por flauta de tamborileiro. Este conjunto instrumental substitui, quando ocorre, a gaita-de-foles (e a caixa) na execução dos llaços de paulitos da região mirandesa. O conjunto flauta/tamboril também é tradicional na raia alentejana. Existe em muitos outros países e a sua prática em Portugal é antiga. Na carta de Pero Vaz de Caminha sobre o descobrimento do Brasil, é referido o tamboril como instrumento que encantou os indígenas.

Mais: Instrumentos Musicais Populares Portugueses, de Ernesto Veiga de Oliveira. Discografia: Recolhas Musicais da Tradição Oral Portuguesa, de José Alberto Sardinha, Disco 3, Lado A, Faixa 6 (Constantim, Miranda do Douro).

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