Subina

Silvério da Silva, Maxial, 1988

Subina – Pequena e tosca gaita de cana, de estreita secção, feita artesanalmente, assim conhecida na região de Torres Vedras. O som não resulta da simples passagem do ar por um canal estreito, como acontece na flauta, antes é produzido por uma palheta de cana introduzida no bocal da cana, obviamente com uma secção inferior a este. Por isso é por vezes designada por palheta pelos estudiosos, mas não pelo povo, que a trata simplesmente por gaita (vide), gaitinha ou gaita de cana (subina na região de Torres Vedras, Pedra Pequena e Maxial, nome que não consta usar-se noutras regiões).

Trata-se, na verdade, de um instrumento rudimentar, sem primores de afinação (toda a sua factura é realizada à ponta de canivete, incluindo os orifícios para as notas), pelo que a sua utilização se destina predominantemente ao entretenimento infantil. Sem embargo, é também usada por adultos e consegue uma sonoridade de grande beleza rústica. Instrumento semelhante pode ser encontrado em Terras de Miranda, onde leva o nome de flauta ou gaita de barcego, nome da erva com que é feita, a qual serve apenas para alimento de gado. Depois de seca, rasgam-se  os orifícios talqualmente como na subina.

Mais: Tradições Musicais da Estremadura, de José Alberto Sardinha, p. 389 e 390, Tradisom 2000.  Discografia: Faixa 36 do CD 3 que acompanha este livro; Modas Estremenhas, 1989, de José Alberto Sardinha, Face B, faixa 5 (Maxial, Torres Vedras).

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