Pregão

O popular Cadé, de Torres Vedras, apregoando castanhas

Pregão – Grito, canto ou recitativo entoado pelos vendedores ambulantes para darem a conhecer os seus produtos. Exs.: pregão das castanhas, pregão do amolador, pregão dos morangos, do peixe, da fruta, pregão dos rebuçados (Peso da Régua). Os mais documentados em gravuras do séc. XIX referem-se a Lisboa, o mesmo acontecendo na literatura que sobre os pregões se tem debruçado, de que é justo salientar “Velhos pregões musicados de Lisboa”, de Mário Sampayo Ribeiro, e Lisboa nas auras do povo e da história, de Luís Chaves. Sem embargo, os pregões sempre foram ouvidos por todo o restante país, incluindo as aldeias, onde chegavam alguns desses vendedores ambulantes, como a sardinheira (na Beira Alta ainda hoje se chama vareira à vendedeira de peixe que corre as aldeias, agora numa carrinha com caixa frigorífica), o capador, o amolador, os regatões em geral. Existe ainda o pregão das almas (vide). forma de exortação nocturna à reza pelas almas do Purgatório, resultante de promessa individual.

Mais: Tradições Musicais da Estremadura, de José Alberto Sardinha, p. 83 a 97. Discografia: Faixas 13 (Torres Vedras), 14 (Belas, Sintra), 15 (S. Quintino, Sobral de Monte Agraço), 16 a 18 (Lisboa/Angeja, Albergaria-a-Velha) do CD 1, que acompanha esse livro.

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