Marchas de Lisboa

Marcha da Madragoa, 1932

Marchas de Lisboa – Antes da sua institucionalização, os cortejos músico-coreográficos lisboetas que mais tarde vieram a ser conhecidos por marchas de Lisboa, tal como existiam espontaneamente nos anos 1930, eram o sucedâneo da velha tradição nacional das danças de rua que, durante séculos, animaram as mais variadas manifestações por todo o país, desde as procissões (maxime as do Corpo de Deus e do Espírito Santo), até certas cerimónias civis, passando por ocasiões profanas de festas religiosas, como nos santos populares de Junho, ou outras puramente profanas, como o Entrudo, aqui ganhando uma componente teatral mais acentuada que acabou por conduzir às conhecidas cègadas (vide).

Tais cortejos (ou “danças”, como ainda hoje são conhecidas na Ilha Terceira) eram antigamente designados por contradanças (vide) por neles terem convergido múltiplos elementos, quer musicais, quer coreográficos, da country dance, de origem inglesa que a França acolheu e de que seleccionou ou apurou apenas um género musical, o qual difundiu subsequentemente para toda a Europa, incluindo Portugal, onde foi introduzida ainda na primeira metade do séc. XVIII. Tornou-se muito popular graças à sua coreografia variada, interessante e vistosa, com evoluções em coluna, em túnel, com cruzamentos, em quadrilhas, e frequentemente fitas entrelaçando ao redor de um mastro, exibição conhecida por dança das fitas (vide).

Ainda hoje, nalgumas povoações da província, por alturas do Entrudo, há grupos de populares trajados que percorrem as povoações ao redor exibindo a sua contradança, que inclui música, dança e por vezes pequenos entre-actos teatrais, ao jeito das cègadas, fenómeno que entronca nas visitas vicinais, de exibição e afirmação dessas pequenas comunidades em relação às circunvizinhas. O fenómeno era nacional, comum às aldeias, vilas e cidades. E também, naturalmente, à cidade de Lisboa, que era, ainda na primeira metade do séc. XX, no que aos bairros populares diz respeito, um conjunto de aldeias, com as características que os seus habitantes traziam das províncias de origem,  misturados com os hábitos dos habitantes mais antigos.

Daí que, à semelhança do que se praticava no resto do país, os bairros lisboetas organizassem pequenos cortejos músico-coreográficos que os representavam exibindo-se nas ruas dos outros bairros da capital, quer por altura do entrudo, quer pelos santos populares, parando e actuando nos largos, sobretudo em frente aos palácios e casas abastadas, de onde esperavam contribuições pecuniárias. Dá-se como exemplo uma gravura de um rancho de ovarinos e ovarinas bailando no Jardim da Estrela em 13 de Junho de 1905, publicada na Ilustração Portuguesa.  Estas manifestações estiveram directamente na origem das futuras marchas, como se vai desenvolver.

Atente-se na descrição deixada por Alfredo Mesquita sobre a Lisboa dos finais de Oitocentos: “De instante a instante invadia as ruas ora uma dança, ora outra, enfeitados, ataviados alguns em traje de mulher, de chapelinho ao lado, caracóis sobre os ombros, fita por baixo do queixo, arco de flores numa das pontes, na outra lenço de pontas bordadas. Girava a contradança. Os latagões suavam, saltando ao som da charamela, animados pelo guinchar do pífaro e pela facúndia do bombo”.

Depois, mesmo quando estes grupos deixaram de ter como base musical a contradança, adoptando em sua substituição a marcha (vide), o fado corrido ou o corridinho, conservaram, ainda assim, o nome de contradanças, o qual persistiu em todo o país, excepto em Lisboa, por uma razão especial: é que justamente na capital havia mais maestros de bandas militares e filarmónicas que se dedicavam a compor marchas ou outras peças, quer para o reportório das suas bandas, quer para o teatro, quer para o tipo de manifestações músico-coreográficas das referidas contradanças. Em Lisboa, aqueles compositores – e também os músicos executantes – passaram a designar estas últimas manifestações por “marchas”, precisamente porque estavam cientes de que estavam compondo e tocando, não já contradanças, mas sim marchas – e impuseram esta denominação.

Outra explicação, talvez mais acertada, para a adopção desta designação será a seguinte: ainda nesta fase espontânea destes cortejos, alguns participantes empunhavam vários tipos de luminárias (archotes, velas, recipientes com azeite ou petróleo, tipo lucernas) para darem mais colorido e vivacidade às respectivas exibições nocturnas pelas ruas. Esta era tradição antiga nos mais variados tipos de manifestações, já profanas, já religiosas, assim em Portugal como no resto da Europa. Em França tomavam o nome de marches aux flambeaux, termo que se traduziu para “marchas ao flambó”. Note-se: a denominação foi importada, mas a tradição já existia entre o povo português. E assim, tanto pelo Entrudo como na véspera dos três santos populares de Junho, alguns dos bairros antigos de Lisboa exibiam pelas ruas as suas contradanças com as referidas iluminações após o cair da noite, mais tarde balões iluminados, as quais ganharam, por francesismo, a designação de “marchas ao flambó” e depois, por simplificação, apenas a de marchas.

Não obstante o abandono da música da contradança a favor de outros géneros musicais, como referido, as danças de Lisboa mantiveram toda a componente coreográfica das velhas contradanças, nomeadamente as suas evoluções e desenhos, como as duas colunas, as filas que se cruzam, os túneis por baixo dos braços dos outros dançadores, as rodas para voltar às colunas, em trança marchando longitudinalmente, cruzando-se, dando a volta em semi-círculo para regressar novamente às colunas, etc.  Estamos a falar ainda da fase espontânea das marchas lisboetas, antes da sua institucionalização como atracção. Nessa fase já se notava o espírito de emulação entre elas, rivalizando aqui bairro contra bairro na exibição da melhor dança, com coreografias mais elaboradas e de melhor efeito, com trajos mais bonitos e vistosos.

E, nessa altura, tais danças populares espontâneas apresentavam características importantes que estabelecem ligações inequívocas com as danças populares do resto do país. Como se vê da fotografia em destaque nesta rubrica, alusiva à Marcha da Madragoa em 1932, primeiro ano da  institucionalização das marchas de Lisboa, os instrumentos musicais são tradicionais (concertina e viola popular portuguesa de cordas duplas), próprios das províncias, bem como os trajes, que ainda não eram uniformes de figurino único, o que só virá a ser visível a partir dos anos 50. Mesmo sabendo-se que, nesse ano de 1932, a marcha de Campo de Ourique se apresentou trajada “à moda do Minho”, deverá considerar-se esta opção como simples busca de pitoresco, o que já se não poderá dizer da referida Marcha da Madragoa que escolheu os trajos e instrumentos musicais da região de Ovar, donde provinha a maior parte dos seus habitantes, varinas e varinos, bem como de outros exemplos adiante mencionados.

A pesquisa de José Alberto Sardinha junto de pessoas de idade dos bairros populares confirmou-o. Na Madragoa, por exemplo, Ana Rosa, antiga varina, forneceu um dado relevante: antes de tomarem o nome de marchas, estes cortejos coreográficos dos bairros eram chamados por “ranchos” (o rancho da Madragoa, o rancho de Alfama, etc.). Esta designação de ranchos ou ranchadas tem confirmação em fontes escritas da época, como é o caso da gravura de um rancho de ovarinos e ovarinas dançando no Jardim da Estrela em 13 de Junho de 1905, a que acima fizemos referência. A mesma Ana Rosa referiu também que nos anos 30, o rancho da Madragoa não envergava uniformes como agora (“a Câmara não dava nada”). Vestiam-se com os “trajos que as avós emprestavam: cordões de ouro, chapéus de veludo com peninhas”, lenços lateralmente presos aos chapéus.

Não se confunda esta denominação de ranchos com a hipotética existência de ranchos folclóricos nos bairros populares Lisboa, hipótese que alguns autores têm colocado, mas sem qualquer base factual.

Como pode ser observado nas numerosas fotografias das marchas de Lisboa dos primórdios da sua institucionalização, é notório que muitas dessas marchas ou ranchadas apresentavam trajos populares idênticos às do povo das províncias: em 1932, as mulheres da marcha vencedora, Campo de Ourique, ostentavam trajos semelhantes às minhotas (a busca do pitoresco rural é aqui notória, mas em todo o caso revela proximidade e conhecimento do trajo minhoto, já então consagrado); o rancho do Alto do Pina, vencedor nesse ano do prémio pitoresco, trazia as mulheres com saias compridas (todos variadas, próprias de mulheres do campo) e avental, sem carácter de uniformização, e todas com chapéus de palha com dobra, muito frequentes na tradição rural (tal como a marcha de Sete Rios de 1934); o mesmo tipo de trajos populares pode ser observado nas marchas de Benfica de 1935, de 1940 (que levava dois burros montados por um homem e uma mulher, ambos de trajos rústicos, pois, à altura, aquele bairro estava rodeado de terras de amanho agrícola) e de 1955; uma fotografia de uma “ranchada” espontânea, sem proveniência conhecida, a caminho da Praça da Figueira com um guitarrista, o que revela a persistência, mesmo já na fase institucionalizada, das antigas danças de rua; nos anos 50, algumas marchas ostentavam à cabeça cestos ornamentados, como as fogaceiras das províncias (Tomar, Batalha, Santa Maria da Feira, etc.).

Torna-se importante salientar que toda esta similitude de trajos entre os participantes nas marchas e o povo das províncias não significa imitação, antes o sinal de que as tradições dos bairros populares de Lisboa eram comuns às das outras regiões do país, designadamente às das zonas rurais, de que Lisboa genericamente comungava, não só porque muitos desses bairros populares eram habitados por gentes vindas das províncias, mas também porque a própria vivência popular da capital era essa. Por exemplo: aos domingos a mocidade bailava nos largos desses bairros; nas festividades populares havia danças regionais ensaiadas para o efeito, a que hoje chamaríamos ranchos folclóricos; os trajos do quotidiano popular; os cortejos do Entrudo e dos santos populares de Junho, na sua fase espontânea, provindos dos vários bairros populares, costumavam encontrar-se no chafariz da antiga Rua Formosa (tal como, por exemplo na Beira Baixa, em dia de S. João, se formavam vários ranchos dos vários bairros da aldeia, ou mesmo o rancho das solteiras e o rancho das casadas, todos cantando ao som do adufe pelas ruas, acabando por se juntarem todos no adro da aldeia, em despique e alarido colectivo).

Na Ericeira, por finais do séc. XIX, exibiam-se pelas ruas, em dias de Entrudo, as danças populares aí denominadas danças de turco em virtude de os seus elementos trazerem indumentária a imitar gentes das Arábias, com calças tufadas, barretes com plumas e espadas de várias origens. Eram só homens, mas alguns vinham travestidos de mulheres, de saia vermelha, corpete branco enfeitado de cores garridas, “na cabeça uma grinalda de flores de papel, seguravam os clássicos arcos, também de flores de papel”. Estas danças eram ensaiadas e levavam também o nome de “Dança dos arquinhos. Entrudo em que não viessem para a rua duas ou três destas danças, com mais ou menos figuras, não prestava”. – Jaime Lobo e Silva, “Memórias de um escrivão”. São evidentes as semelhanças com as marchas de Lisboa dos primórdios, nomeadamente quanto à chamada dança dos arquinhos.

Ainda hoje, 2018, podemos observar, na noitada das festividades do S. João de Vila do Conde um cortejo com as mesmas características e origens das marchas de Lisboa: formam-se dois ranchos, um de cada bairro da vila, o do Monte e o da Praça, que desfilam desde a avenida junto ao mar até atingirem a Praça sempre entre alas de povo vibrante. Cada um deles exibe um rancho infantil, um da velha guarda, um actual e outro das tricanas. As evoluções coreográficas, com arquinhos e balões são em tudo idênticas às das contradanças antigas – vide supra. O entusiasmo é geral e transbordante. O rancho do Monte desfila em primeiro lugar e a sua representante, à frente, ostentando orgulhosamente a bandeira, quando pelo caminho avista gentes do seu bairro, grita a plenos pulmões: “Viva o Monte!”, ao que o público, arrebatado, responde com todas as forças da alma e da garganta: “Viva! Viva!” Este rancho atravessa a Praça e segue para o Monte, onde irá gozar o seu arraial. O rancho da Praça, que segue atrás, fica na Praça onde está armado um palco e aí actua perante o entusiasmo do público do seu bairro.

Estamos, pois, perante um acontecimento com as mesmas raízes e características das marchas de Lisboa: o desfile de danças de vários bairros, a rivalidade entre esses bairros, as evoluções coreográficas, os arcos e balões idênticos aos das antigas contradanças. Deverá por fim salientar-se que este cortejo de Vila do Conde é anterior à institucionalização das marchas de Lisboa, na medida em que o rancho do Monte fez o seu primeiro desfile em 1918 e o da Praça em 1920.

Deverá outrossim salientar-se que toda a descrita similitude de trajos, costumes e tradições entre Lisboa e o resto do país não resulta dos intentos malévolos do Estado Novo, alegadamente interessado em “ruralizar” a sociedade e as mentalidades, tal como tem vindo a ser difundido pela antropologia marxista em versão pós-moderna, na sua boa linha de falsificar e reescrever a História. Em primeiro lugar, porque a primeira exibição institucionalizada das marchas de Lisboa teve lugar antes da constituição do Estado Novo que, como se sabe, só ocorreu em 1933; em segundo lugar porque a iniciativa, organização, produção e promoção pertenceu desde o princípio a entidades privadas (jornais e empresa do Parque Mayer), só mais tarde tendo surgido a intervenção, meramente administrativa, da Câmara Municipal de Lisboa, por necessidade óbvia de regulamentar um evento que ocupava e obstruía as principais artérias da cidade e atraía centenas de milhares de assistentes, em delírio e divertimento colectivo, como se lê nas notícias coevas.

De resto, se compararmos uma iniciativa privada, ainda que mais tarde regulamentada como qualquer espectáculo público ainda hoje o é (e mesmo reconhecendo algum excesso de regulamentação que, pelo seu teor, visava apenas a exaltação de valores tradicionais de identidade colectiva, resquícios da concepção romântica da autenticidade da cultura popular, procedente do romantismo oitocentista de que a I República também comungou), com a actual situação, em que a Câmara Municipal é dona do evento, organizadora, produtora e pagadora de todas as despesas, desde as dos participantes ou marchantes, dos ensaiadores, dos fatos e dos figurinistas, dos músicos, às das associações recreativas que servem de base a cada bairro, ademais existindo também um regulamento, facilmente concluiremos, com um mínimo de inteligência despida de preconceitos políticos, qual das situações proporciona mais liberdade de criação, de opções acerca dos trajos, da música e da coreografia – recomenda-se vivamente a leitura do actual Regulamento do Concurso das Marchas Populares de Lisboa, nomeadamente o seu art. 9º e do art. 22º, nº. 1 e 2, cujo teor, se fosse da autoria do Estado Novo, causaria logo críticas de controle e manipulação. O mesmo em relação à exigência de apenas uma marcha por cada bairro, a qual já provinha da regulamentação do Estado Novo, nesta apontada por alguns autores menos atentos e mais tendenciosos como limitativa da criatividade popular (!), mas hoje aceite sem reservas.

Aliás, a respeito de liberdade, recomenda-se também a leitura do apêndice ao livro A Origem do Fado, citado infra, cujo autor, José Alberto Sardinha, jurado que, por recusar integrar-se no “sistema”, foi maltratado por uma empregada da EGEAC (que, num belo exemplo de liberdade democrática, lhe arrancou da mão a folha das assinaturas para lhe não permitir fazer declaração de voto) e pela própria direcção que, afinal – soube-se mais tarde pelos jornais – teve um dos seus altos membros envolvido em recebimentos pecuniários ilícitos. José Alberto Sardinha nunca mais voltou a ser convidado para integrar o júri das Marchas de Lisboa.

Note-se por fim que, segundo Mário Costa, as referidas marchas com balões iluminados tinham, já pelos alvores do séc. XX, a sua base de organização nas sociedades e filarmónicas dos bairros, como ainda hoje acontece com as actuais marchas de Lisboa, com algumas contradanças ainda existentes pelas províncias e também com as danças e bailinhos da Ilha Terceira. Tais marchas aux flambeaux exibiam-se pela cidade fora, com passagem obrigatória pelo Rossio e Praça da Figueira, para serem apreciadas pela multidão que aí se aglomerava. Cantavam preferencialmente a “Marcha do Balão”, que musicalmente é, na verdade, uma contradança (muito difundida pelas pautas vendidas nas casas de música), já registada na tradição oral de várias províncias por José Alberto Sardinha, associada quase sempre a este tipo de cortejos músico-coreográficos, um pouco por todo o país, o que diz bem da popularidade e expansão do fenómeno.

Depois… em 1932… Continuemos a seguir Mário Costa: “Em 1932, ressurgiram essas marchas, disciplinadas e bem vestidas segundo um figurino de boa estilização, tudo graças ao poder evocativo e realizador de Leitão de Barros, esse prodigioso fautor de coisas belas, coloridas e graciosas. E já passaram à história esses coloridos cortejos de sentido popular. Deixaram de ser uma vulgaridade, uma banalidade. São agora o mais encantador motivo folclórico de Lisboa” (sublinhados nossos). Repare-se como o autor avaliou encomiasticamente a passagem da fase espontânea para a fase institucional das marchas, como ele considerava vulgar e banal o que vinha espontaneamente do povo, e encantador e folclórico o que já era “disciplinado” e organizado “segundo um figurino de boa estilização”.

Contra toda a evidência, alguns autores, com muita prosápia e pouco conhecimento das tradições populares, sustentam que as marchas de Lisboa constituíram uma “tradição inventada” por Leitão de Barros e logo aproveitada pelo regime político de então, visão conspirativa tão ao gosto de quem vê no Estado Novo a representação rediviva do Mal. Essa tese sossobra perante um conhecimento simples da realidade anterior à institucionalização das marchas populares, acima descrita. O próprio Leitão de Barros, ao anunciar a iniciativa em 1932, antes da sua realização, escreveu no Notícias Ilustrado que iria assistir-se às “marchas populares nocturnas, com seu carácter típico, as suas danças, marcações, iluminações e ranchos movimentados”. O reconhecimento de uma tradição anterior fica também patente noutra passagem do mesmo autor, em que este previa a “revivescência das velhas marchas populares que, de cada bairro da cidade, nas noites festivas dos santos populares se encontravam no chafariz da antiga Rua Formosa” (no Bairro Alto). Estas informações são claras e verdadeiras, só se compreendendo a sua negação por quem constrói teses desligadas da realidade, que acabam tacitamente por chamar mentiroso a Leitão de Barros.

Por todo o exposto, foi esta a origem das actuais marchas de Lisboa: o resultado da evolução dos cortejos músico-coreográficos que se exibiam pelas ruas das nossas aldeias, vilas e cidades nos sécs. XIX e XX, conhecidos por contradanças, as quais já haviam recebido e assimilado múltiplos elementos das antigas danças, já cerimoniais (religiosas e civis), já lúdicas, do Portugal anterior ao liberalismo.

Mais: Tradições Musicais da Estremadura, de José Alberto Sardinha, p. 191 a 194 e 255; Apêndice ao livro A Origem do Fado, de José Alberto Sardinha, intitulado “Relatório de jurado das Marchas de Lisboa”.

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